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COMUNIDADE
DE SÃO BENEDITO
Os negros no inicio do século, chegaram em Campo Grande, ainda na
época da escravatura, junto com os colonizadores, na condição de
ex-escravos e muitos foram atraídos pelas facilidades de se adquirir
terras para a lavoura.
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Assim chegou aqui uma ex-escrava, Eva Maria de Jesus, a
Tia Eva, veio de Goiás e se estabeleceu numa pequena
propriedade onde hoje se localiza a Vila de São
Benedito, no Bairro de São Francisco.
Quando chegou aqui,
tia Eva estava doente e fez uma promessa que se sarasse, construiria
uma igreja em nome de São Benedito.
A cura veio e a igreja foi erguida, passando a abrigar
desde 1919, nos meses de maio, uma semana de
festividades em memória a seu padroeiro.
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O Censo de 1991 registrou 9.807 negros na capital, E,
desde 1985, existe o grupo Trabalho e Estudos Zumbi –
TEZ, que vem fomentando debates sobre a discriminação
racial sofrida pelos afro-descendentes. |
FURNAS DE
DIONÍSIO
Dionísio era um escravo que apareceu por aqui fugido de Minas
Gerais, em busca de um lugar onde pudesse criar seus filhos.
Veio no lombo
de um burro em companhia de seu filho Abrão
Encontraram
um grande pedaço de terra entre morros, com o formato de uma furna.
Requereu 900 hectares onde fixou residência e voltou a Minas Gerais
para buscar o restante da família, aproximadamente no ano de 1890.
Junto coma
família cultivou arroz, feijão, cana, mandioca, fumo e criação de
pequenos animais. Muitos desses produtos eram comercializados em
Campo Grande.
A família
cresceu. Os casamentos eram feitos entre si, mantendo nesta
comunidade de uma espécie de irmandade, com os trabalhos realizados
em mutirão e as relações naturalmente socializadas.
As festas em
homenagem ao padroeiro Santo Antônio era a ocasião aproveitada pelos
padres para instituir casamentos, batizados primeira comunhão.
Ai também
teve origem a Pastoral da Consciência Negra, que aliada trabalhos do
grupo TEZ-trabalhos e Estudos Zumbi—busca o resgate da cultura do
povo negro e o despertar de lideranças.
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