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No dia 4 de março de 1872,
José Antônio Pereira formou uma comitiva composta de cinco pessoas,
seu filho Antônio Luiz, dois escravos e Luiz Pinto, que morava em
Uberaba e tinha prática em viagens pelo sertão.
José Antônio Pereira ficou sabendo da Vacaria com vastas
campinas e saiu a procura de campos para criar e matas para
lavoura, rumo ao sul de Mato Grosso.
Após três
meses de caminhadas, no dia 21 de junho, José Antônio chegou à
confluência de dois córregos, conhecidos mais tarde por “Prosa”
e “Segredo”.
Construíram um rancho coberto de
buriti, derrubaram uma pequena mata que existia entre os dois
córregos, prepararam a terra para o plantio de milho e arroz,
alguns meses depois, regressaram para Minas Gerais em busca de
suas famílias.
Como não
podiam deixar a pequena propriedade sozinha, em sua passagem por
Camapuã, José Antônio faz um acordo com João Nepomuceno, para
que este cuidasse de sua propriedade até seu retorno.
Passaram-se quase
três anos, em meados de 1875, chegou por aqui Manoel Vieira de
Souza (Manoel Olivério), com dois carros de bois, em companhia
de seus filhos, sua mãe, de seus irmãos e alguns empregados.
Nepomuceno, achando que José Antônio não mais voltaria, ofereceu
a Manoel de Oliveira a pequena propriedade por trinta mil réis,
na condição de que se José Antônio voltasse, Manoel Olivério,
devolveria a propriedade mediante o ressarcimento da importância
cita.
Em 14 de
agosto do mesmo ano, chega José Antônio Pereira com uma numerosa
caravana de onze carros de bois, carregados de viveres, mudas e
sementes, um lote de gado de cria, etc, acompanhado de sua
esposa, seus filhos, o genro, alguns sobrinhos e mais escravos
amigos, num total de 62 pessoas.
Manoel Olivério,
recebeu-o amistosamente, expôs as condições de seu negócio com
João Nepomuceno, prontificando-se a entregar a propriedade ao
seu legítimo dono. José Antônio dá por bem feita a transação e
convida Manoel Olivério para trabalharem em comum acordo.
Construíram novos ranchos às margens do córrego que fazia frente
para a atual rua 26 de agosto.
A origem do nome da nossa cidade vem de uma promessa feita por
José Antônio a Santo Antônio de Pádua, quando durante sua
passagem por Santana de Paranaíba, onde foi obrigado a
interromper sua viagem em virtude da malária que estava
acometendo a população, permanecendo por um bom tempo para
debelar a epidemia, uma vez que era prático de farmácia. Foi aí
que prometeu à Santo Antônio de Pádua, construir uma igreja
quando aqui chegasse, caso não perdesse nenhum dos seus.
Em 1876 e 1877, José Antônio cumpriu sua promessa construindo a
capela e logo combinaram os casamentos do viúvo Manoel Olivério
com Francisca de Jesus (filha de José Antônio), de Joaquim
Antônio com Maria Helena e Antônio Luiz com Anna Luiza; eles
filhos do fundador; elas filhas de Manoel Olivério. Já no início
de 1878, José Antônio vai até Nioaque e contrata o Padre Julião
Urchia para celebrar os primeiros casamentos e batizados.
Ainda em 1878, José Antônio volta pela última vez
para sua terra natal, talvez para liquidar alguns negócios e
trazer outros parentes. Após seu regresso, preservando a área
que havia delimitado para a sede do Arraial, determinou as
posses das primeiras fazendas.
Novas
caravanas foram chegando, o entusiasmo dos primeiros habitantes
contagiava a todos, pois diariamente chegavam mais pessoas para
aumentar as atividades da povoação.
Atendendo ao apelo dos habitantes, no início de 1889, chegou o
mestre José Rodrigues Benfica que abriu a primeira escola em
nossa terra.
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