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A grande força que impulsionou a retiradas de estrangeiros de seus
países, foram os permanentes conflitos armados, guerras e
revoluções.
Os imigrantes que
vieram para o Brasil, vieram em busca de vida nova e acabaram por
contribuir decisivamente para o progresso do país e das cidades.
Apesar de serem os primeiros estrangeiros a chegar aqui, os
paraguaios quase não participaram da elite dirigente e não
amealharam grandes fortunas. O que se pode dizer desse povo é que
ele contribuiu quase anonimamente na construção da cidade.
A pecuária era a
grande força do progresso de Campo Grande, e foi aí a maior
contribuição dos paraguaios. Era raro um fazendeiro que não tivesse
ao seu serviço, peões, campeiros e boiadeiros guaranis.
A vinda dos
paraguaios para o Brasil não possui momentos tão peculiares daqueles
que vieram do outro lado do mundo, pois além da pequena distância
que separa os dois povos, suas histórias sempre se cruzaram no
passado e no presente.
Há registros da presença de famílias paraguaias desde 1880.
Morando em toda Campo
Grande, os paraguaios nos trouxeram muitos hábitos alimentares,
assim como o costume de tomar tereré (erva com água gelada ).
Entre os ritmos
temos a polca.
O que causou as saída dos japoneses de seu país de origem, foram as
altas crises, desempregos e super população, o governo criou a
Campanha Imperial de Emigração. Vários forma os países que acolheram
estes emigrantes, por solidariedade e também por interesse por
obra-de-mão barata, pois a escravidão já tinha acabada aqui em nosso
país.
Em 30 anos o Brasil recebeu
quase 200 mil nipônicos.
Dos japoneses que aqui
chegaram, 26 famílias decidiram vir para o então Estado de Mato
Grosso, atraído pelo recrutamento de homens para a construção da
Ferrovia Noroeste do Brasil.
A história
dos imigrantes japoneses tem sempre em comum a marca do trabalho
árduo e a preocupação quase obsessiva de educar e formar seus
descendentes.
Após
a conclusão da obra, a maioria fixou-se nas imediações da cidade,
trabalhando na agricultura, transformando-se nos principais
comerciantes de hort-fruti-granjeiros da região.Com vários clubes
sociais instalados na cidade, vendem seus produtos na Feira Central,
Mercado Municipal e Ceasa.
Estas
famílias chegaram influenciadas pela propaganda nos países vizinhos
sobre a facilidade de se ganhar dinheiro com o comercio de Campo
Grande. Vieram no inicio do século e muitos deles ainda estão
estabelecidos nas lojas de artigos instaladas na Avenida Calógeras,
Rua Maracajú, Rua Dom Aquino, Rua 14 de Julho, mantendo as
principais características dos antigos estabelecimentos comerciais.
Os libaneses saíram de seus países devido as constantes guerras.
Chegavam a Mato Grosso através da Estrada de Ferro Noroeste do
Brasil, assim como outros povos.
Como Campo
Grande era um ponto de passagem obrigatório, foi entre outras
cidades beneficiada pela localização estratégica.
No início os libaneses
viajavam mascateando pelo estado, posteriormente fixando-se bem
Campo Grande, formando centros comerciais como os da 14 de Julho e o
s da Calógeras.
Alguns portugueses que estavam em São Paulo, em meados de 1913,
ficaram sabendo que um trem da linha Ferroviária Noroeste do Brasil
que ia até Campo Grande em busca de novas oportunidades.
Aqui em Campo Grande faziam de tudo, desde ser garçom, marceneiros,
carpinteiros, etc. Muitos alcançaram a riqueza, mas sempre pela
forças de vontade e dedicação no que faziam.
Era 1912, quando
chegaram aqui três carros de bois em frente a Pensão Pimentel.
Um desses italianos, alugou uma
casinha e como tinha experiência em fazer pão, montou a primeira
padaria . com um carrinho puxado por um burrico, começou a vender
pães pelas ruas.
Foram os italianos
também que montaram aqui a primeira oficina de consertos de carros e
uma fábrica de gelo.
Por volta de 1920, alguns espanhóis, em busca de oportunidades
melhores, chegaram em Campo Grande. Um desses espanhóis, fundou na
Rua João Pessoa (hoje 14 de Julho|), a padaria Hodiena Hespanhola,
em 1930 rapidamente escreveu para seus parentes em Valência
(Espanha) chamando seus familiares.
Os imigrantes
sírios, na sua total maioria, saíram de seus países para escaparem
dos permanentes conflitos armados, guerras e revoluções.
Na opinião dos povos
sírios, nenhum país recebeu tão generosamente os imigrantes como
no Brasil.
Os sírios chegaram a
Campo Grande, por volta de 1928 e faziam de tudo, desde vender
amendoim e frutas, gritando pelas ruas.
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