Indíos Kadiwéu
 

            Os Kadiwéu são considerados os últimos remanescentes da grande nação Guaicuru que teve domínio em todo leste do Pantanal, desde o norte do Paraguai até as proximidades de Cuiabá. De origem Mbáya esses índios de grande estatura e agilidade física mantinham uma organização política tribal mais complexa dos que as outras nações da região.
           Em 1672 os Guaicuru apropriaram-se da primeira tropa de cavalos, trazidos por  colonizadores espanhóis. A partir daí, seu domínio geográfico teve uma significativa expansão. Eles eram nômades e viviam da caça e de frutos da flora, mas, quando iniciaram sua prática  com a criação de animais começaram a desenvolver, também, a atividade pastoril, que passaria a ser um importante marco na sua identidade cultural.
            Por serem nômades praticavam i infantício, já que não podiam carregar muitas crianças. Era comum que cada casal de índios tivesse apenas um filho ou, no máximo dois. As índias provocavam o aborto precoce ou praticavam o infantício logo após o nascimento da criança, por respeito as tradições e por questões de sobrevivência as índias deixavam para ter  filhos depois dos trinta anos. Muitas vezes, por erro da contagem da idade,as índias não tinham filhos.O pesquisador italiano Guido Boggiane, comenta em seus relatórios, que a população Guaicuru tendia a acabar, devido a sua pouca reprodução.


         Como guerreiros habilidosos os Guaicurus submeteram quase todas as outras nações  indígenas da região. A escravidão era uma prática comum exercida sobre outras nações indígenas.
           Após um trato feito com a coroa brasileira no início do século XIX, os Gauicuru passaram a condição de súditos brasileiros lutaram em defesa de seu território, ao lado dos brasileiros na guerra do Paraguai. A guerra com o branco e o avanço dos colonizadores na região, foram paulatinamente enfraquecendo sua organização tribal, culminando com a dispersão e quase dizimação de seu povo.
            Os últimos remanescentes dos Gauicuru são os Kadiwéu que habitam uma única aldeia nos municípios de Bodoquena e Porto Murtinho. Atualmente os Kadiewéu sobrevivem da criação de gado e da lavoura, coisa que não fazia parte de sua costumes ancestrais. Sua cerâmica é produzida  para ser comercializada como artesanato nas cidades maiores e é muito conhecida até fora do Brasil.

 

Revista da ACP
Sindicato Campo-grandense dos
Profissionais da Educação Pública
Expressão Ano 2 –

Edição – nº 1 – março de 1998

                                      

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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