José Antônio Pereira
 

 

                Nasceu em  19 de março de 1825, na cidade de Barbacena (antigo arraial de Nossa Senhora da Piedade da Borda do Campo), filho de Manoel Antônio Pereira e Francisca de Jesus Pereira, portugueses que se transferiram para o Brasil. Já moço,  muda-se para São João de Del Rei e se casa com a Jovem Maria Carolina de Oliveira. Tiveram oito filhos: Antônio Luiz, Joaquim Antônio, Francisca, Maria Carolina, Perciliana, Ana Constança, Maria Nazareth e Rita.

Desejando estabelecer-se definitivamente em lugar onde pudesse desenvolver suas atividades de pequeno agricultor e pecuarista com sua família nascente, transfere-se em meados do século dezenove para o povoado de São Francisco da Chagas do Monte Alegre.

                Com o fim da Guerra do Paraguai, o retorno para o Brasil dos soldados oriundos da cidade de Monte Alegre, levaram notícias sobre os campos de Vacaria. A existências de extensas áreas de terra devolutas ao sul da Província de Mato Grosso atraiu  interesse de José Antônio Pereira   Em  04  de março de 1872 empreendeu sua primeira viagem vindo por fim a se estabelecer        definitivamente.               
            Como prático de medicina, contribuiu para salvar  vidas, não  se  limitava apenas na preparação e administração de ungüentos,    pomadas, xaropes, tinturas, chás e garrafadas, cuidava também dos que se feriam em acidentes, aos fraturados e era também benzedor.

             Sua fama como parteiro era  voz corrente , treinou uma velha escrava e passou a contar com sua ajuda, posteriormente ensinou sua própria nora.

              A abordagem dos doentes não ra era realizada com instrumentos de semiologia médica. Os meio diagnósticos eram apenas livre interrogatório combinado com olhos clínicos.

             Da figura do fundador nos derradeiros anos de sua vida, com barba branca e tez clara, olhos azuis e fortes, cabelos encanecidos, emergia um ser que mesclava, autoridade e doçura. Todos seus atos acabaram por consagrar José Antonio Pereira, não só como Fundador e Líder, mas sobretudo, como o primeiro cuidador da saúde do povo nascente.

                Foi um homem dedicado à família, prudente, organizado, justo e destemido. Católico fervoroso, possuidor de um profundo senso humanista, afinado sentimento coletivista e, seu carisma, um líder inconteste.

                Em 11 de janeiro de 1900, morre José Antônio Pereira, sendo sepultado em cemitério que se localizava no bairro Amambaí, onde atualmente encontram-se construídos  o SENAI e a Casa da Indústria. Tempos depois seus ossos foram transferidos para o jazido da família, no cemitério Santo Antônio, onde se acham depositados com restos mortais de seus filhos e netos.
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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