O OBELISCO

 

           Na confluência da Av. Afonso Pena com a Rua José Antônio situa-se o obelisco, alto, branco, imponente, desde o ano de 1933 quando, por sugestão do General Newton Cavalcanti, comandante da então Circunscrição Militar, o Prefeito Ítrio Corrêa da Costa o mandou erigir pelo construtor Manoel Secco Thomé. Na frente da efígie, em bronze, do fundador da cidade, José Antônio Pereira. Para modelo, foi utilizada uma foto do filho, Antônio Luiz Pereira, parecido com o pai, que jamais fora fotografado.
            A base era datada de um pequeno depósito, depois fechado e onde se abrigou por muito tempo o tipo popular de rua, conhecido por Pompílio.
            Do outro lado a placa com dizeres “Obelisco mandado construir na administração do Prefeito Engo. Ítrio Corrêa da Costa e idealizado pelo Sr. General Newton Cavalcanti, comandante da CIPC MILITAR – 26.81933”
             O obelisco é monumento de origem egípcia. Eram encontrados na estrada dos palácios, dos templos, ou nos centros da praças públicas desde os tempos, anteriores a Moisés. São, em geral, monolíticos e possuem muitas inscrições, gravadas com figuras de pessoas e de animais, hieróglifos ainda, em parte, indecifrados. Os obeliscos modernos, inclusive o nosso, também ficam, por vezes, recobertos de hieróglifos desenhados com tinta spray, pelos chamados grafiteiros.
             Em Roma, existem alguns obeliscos transportados do Egito, mas o mais famoso provem de Luxor e se encontra na praça da Concórdia em Paris, não muito distante do local onde foi decapitada Maria Antonieta.
              No obelisco da Avenida havia pequeno depósito na base, de onde voejavam morcegos e. durante algum tempo, serviu de pousada para Pompílio, o conhecidíssimo tipo popular, um negrinho que freqüentava a Rua 14 de Julho, sempre embriagado.
                Os meninos que moravam na Rua João Cripa e 15 de novembro, liderados pelos irmãos Arnaud e Vinícius Braga faziam concursos de valentia, premiando aqueles que permanecessem durante mais tempo dentro do apavorante depósito, depois da 22 horas.
                  Quando construído, não havia casas na continuação da avenida. É um dos raros monumentos da cidade e que deveria ser sempre preservado
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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