Uma
cidade ingovernável
De
1899 a 1942, Campo Grande teve nada menos que 39 intendentes
e prefeitos. O entra e sai de administradores municipais, em
43 anos, dá a medida exata do quanto era difícil governar
com estabilidade. Se todos tivessem cumprido seus mandatos.
Seriam consumidos 172 anos no poder.
Alguns governavam por três, sete meses. Outros não ficavam
no poder mais de um mês, como Nilo Javari, em 1910, e João
Clímaco Vidal, em 1915. Esta alternância e instabilidade
evidenciam que o período em pauta marcou a formação e a
consolidação das oligarquias campo-grandenses que disputavam
o poder local e estadual. Entretanto, alguns nem chegaram a
assumir, como foi o caso de Bernardo Baís que, eleito pelo
voto popular, negou-se a assumir o cargo de intendente. Mas
houve quem tomasse gosto pela coisa pública e realizasse
mandatos marcantes para a cidade, mesmo que por breves
períodos, como Arlindo de Andrade, 921. Vespasiano Barbosa
Martins, que foi prefeito quatros vezes 1918,1921,e 1931 e
1941), Arnaldo Estevão de Figueiredo (1924) e Eduardo
Olímpio Machado (1937).
(Folha do
povo - 26 de agosto de 1999
Edição Especial de 100 anos
Caderno B - Página 09)
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