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Certo dia, na Pré-história, o homem
primitivo fez uma descoberta curiosa: a terra que estava
ao redor de sua fogueira tinha ficado endurecida. Daí
teve a idéia de fabricar vasilhames de barro, para
guardar líquidos.
A palavra cerâmica vem do grego keramos =
argila, e se aplica a tudo que é feito à base de argila,
isto é, barro. Antes de ser usada, ela é cuidadosamente
preparada. É misturada com fundentes (substância que
ajudam a fundir), depois é moída, peneirada, misturada
com água e aí “descansa” por certo tempo. Em seguida é
novamente misturada para ficar bem uniforme.
Os produtos cerâmicos são feitos com
dois tipos básicos de pasta que dão vários subprodutos:
Pasta porosa: é obtida por cozimento até sair toda água.
Com ela se faz: a terracota, cujos objetos são
avermelhados; majólicas, de coloração entre o amarelo e
o vermelho; louça, cuja cor natural é branca. Depois ela
recebe uma aplicação de vitrina (uma camada
vitrificada), que, neste caso, é transparente.
Pasta compacta: este processo
fornece uma massa dura, compacta e impermeável. Por
isso, recebe substância que age como fundentes e seu
cozimento é realizado a temperaturas mais elevadas. Com
esta pasta conseguem-se: grés, um produto muito claro
parecido com a porcelana. Sua cor varia de branco ao
vermelho claro. Depois recebe uma vitrina de sal:
porcelana, cuja pasta é branca, impermeável e brilhante.
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