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O cinema
foi inventado no final do século XlX pelos irmãos Lumière.
Mas os
grandes inventos quase nunca foram idealizados por uma só pessoa.A
idéia de projetar imagens em movimento, como espetáculo, vem de
muito longe. Provavelmente, o mais antigo antecessor do cinema foi a
lanterna mágica, inventada em 1671, pelo alemão Atanásio Kircher e
depois aperfeiçoada pelo belga Robertson, cujo nome verdadeiro era
Etienne-Gaspard Robert. Esse aparelho, valendo-se de lentes,
projetava sobre um lençol, em tamanho maior, objetos pintados em
vidro ou em chapas transparente. Pode-se dizer que esse aparelho foi
o “avô” dos atuais projetores de slides.
Mas as imagens da lanterna mágica eram fixas; não se moviam. No fim
do século XlX os irmãos Luís e Augusto Lumière desenvolveram as
invenções anteriores e construíram um aparelho que projetava imagens
da vida real, em movimento. Isso foi possível graças a dois fatores:
1) a fotografia já havia sido inventada: 2) uma peculiaridade do
olho humano denominada persistência da visão.
Se você mover em círculos um pedaço de pau em brasa, num quarto
escuro, verá contínuos círculos de luz, não é mesmo? No entanto,
esses círculos, na realidade, não existem; é que a retina, parte
posterior do olho, retém as imagens que vemos por uma fração de
segundo. Por isso, quando a brasa já mudou de posição, continuamos a
“ver” sua luminosidade até que ela passe de novo pelo mesmo lugar
enquanto a giramos. Assim, a imagem que já estava sumindo, é de novo
reforçada e os olhos parecem ver um ciclo contínuo. Ora o cinema
nada mais é que uma sucessão de fotografias fixas que são projetadas
rapidamente numa tela; graças à persistência da visão, que acabamos
de explicar, é que a gente tem a impressão de estar vendo um
movimento contínuo.
O aparelho dos irmãos Lumièri servia, no início, tanto para filmar
como para projetar. Só mais tarde que essas duas operações passaram
a ser feita por duas máquinas diferentes. A primeira apresentação do
invento ao público foi em 22 de março de 1895, e o primeiro cinema
foi inaugurado em 28 de dezembro desse ano, no subsolo do Grand
Café, em Paris.
No início não tinha som; por isso, ficou conhecido como cinema mudo.
Nos cinemas que nossos bisavós freqüentavam, o som do filme era
fornecido por músicos de carne e osso que tocavam seu piano ou
violino, acompanhando a ação da fita. Mas no dia 6 de outubro de
1927 era exibido, em Hollywood, EUA, O Cantor do Jazz, iniciando a
era do cinema falado.
Em 1952, o francês Henry Chétien inventou uma lente especial para a
filmagem e projeção em tela larga, daí nascendo o cinemascópio. O
cinerama usa um processo bastante parecido, em que uma grande tela é
“dividida” em três partes que formam um semi-cilindro. Desse modo, a
gente tem a impressão de estar dentro da cena. O som é
estereofônico, saindo de vários alto-falantes colocados em pontos
diversos, o que aumenta a sensação de realidade.
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