| O morcego
sugeriu o radar |
Como vocês sabem, o morcego é um mamífero alado,
de hábitos noturnos e quase ceguinho. Como faz então, para
enxergar seu caminho? Ele emite ondas de ultra- sons ( isto é, sons
agudíssimos) que são rebatidos (como o eco) por qualquer objeto que
esteja à sua frente assim, percebe logo se há algum obstáculo
adiante e desvia. Engenhoso, não? Pois o sistema empregado pelo
radar é semelhante, só que, em vez de ultra-sons, utiliza ondas de
rádio, isto é, vibrações eletromagnéticas.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando a inglaterra
sofria pesados bombardeiros da força aérea nazista, os aviões
desta tiveram que enfrentar uma arma misteriosa que permitia ao
serviço de defesa britânica prever sua chegada, localizá-los e
fazer o contra ataque; era o radar. Seu nome é a abreviatura de
Rádio Detection and Ranging, que significa Detecção e
Rastreamento pelo rádio ( do percurso de um objeto).
As pesquisas para a criação do radar já tinham começado na
França, Itália e Estados Unidos, mas foram os ingleses os
primeiros a obter resultado satisfatório. Em meados de 1940, o
curso da guerra passou a depender em boa parte
do radar.
O radar tornou possível a emissão de ondas de rádio para
uma direção determinada, assim como "ouví-las, isto é,
detectá-las quando essas ondas são refletidas por um obstáculos
encontrado em seu percuso... exatamente como fazem os morcegos
emitindo ondas de ultra-som. Além disso, o radar permite medir a
distância do objeto detectado
pelas radio ondas, estabelecer sua
direção e sua velocidade. Por isso o radar é empregado por navios
na neblina para se certificarem de que a rota está
livre, e pelos
aviões, para atravessar regiões de pouca visibilidade. Assim, é
possível prever e evitar montanhas, outros aviões, ou
nuvens que encobrem violentos tufões ou estão carregadas de
granizo.
Em suma, o radar deu maior agudeza aos sentidos do homem,
fornecendo-lhe uma espécie de sexto sentido,
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