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O radar tem um irmão chamado
sonar. O sonar foi aperfeiçoado por uma equipe de cientistas
ingleses em 1939, tendo sido também muito utilizado na Segunda
Guerra Mundial. A função do sonar na água é a mesma do radar no
ar. A diferença é que o sonar não emite ondas eletromagnéticas
como o radar, pois estas não se propagam na água. Em vez disso,
a emissão do sonar é de ondas mecânicas ultra-sonoras. Os
ultra-sons são emitidos por um projetor especial e, quando
encontra um obstáculo, refletem-se nele e voltam ao ponto de
partida. Essa viagem de ida e volta é que permite determinar a
presença do objetos e a sua distância. Essa distância é
calculada pelo tempo que a onda sonora leva para chegar até o
obstáculo e retornar ao ponto de partida.
É possível também conhecer-se o tipo de obstáculo
encontrado: para isso usa-se o hidrofone, uma espécie de
microfone ultra-sensível mergulhado na água. O engraçado é
que assim como o morcego já tinha "sugerido" o
"radar", o golfinho é que "inventou" o
sonar, pois ele emite ultra-sons de baixo da água, para se
orientar. E o sonar nada mais é que uma cópia artificial dessa
idéia.
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